» Ucranianos no Mundo

Um perfil do deslocamento de ucranianos pelo mundo, detalhando as áreas de maior fluxo migratório.

A DISTRIBUIÇÃO DOS UCRANIANOS PELO MUNDO

A população da Ucrânia é hoje de aproximadamente 52,2 milhões. Destes 52,2 milhões 75% é composto por ucranianos; 22% é composto por russos; 1% por judeus e 4% composto por outras etnias. Segundo um levantamento feito pelo governo ucraniano através de um censo no ano de 1989, cerca de 5 milhões de ucranianos vivem em países da Europa, América do Norte, América do Sul e Austrália. Ainda, segundo o mesmo censo, 6,8 milhões de ucranianos vivem em países da extinta União Soviética, assim distribuídos: 4,4 milhões na Rússia, 900.000 no Kazakistão, 600.000 na Moldova, 290.000 na Bielorussia, 150.000 no Uzbezkistão e 100.000 no Kyrgistão.

OS PRIMEIROS MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS

Até quase fins do século XIX, os ucranianos permaneciam arraigados nas terras dos seus ascendentes, situados ao norte do Mar Negro. Os impactos de vários movimentos e ocorrências da vida moderna impeliram então, indivíduos isolados e grupos inteiros a emigrar para além das fronteiras da sua terra.Embora os ucranianos se encontrem hoje, em grande parte, espalhados por todos os países do mundo, a sua emigração se dirigiu principalmente para quatro regiões:

O principal movimento migratório, favorecido pela construção da ferrovia “Transiberiana” levou os ucranianos através da Ásia, pela Sibéria e Turquestão, até a Província Marítima, nas costas do Oceano Pacifico. De dois a três milhões de ucranianos foram assim transferidos.

O segundo grande movimento migratório dirigiu-se para os Estados Unidos da América. Mais de meio milhão de ucranianos ali estabeleceu-se , principalmente nas zonas industriais da Pensylvania e Nova Jersey e em vários centros, desde a Nova Inglaterra (que compreende os estados de Maine, New Hampshire, Vermont, Massachusetts, Rhode Island, e Connecticut)  a Chicago. Grupos menores encontram-se também nos estados do oeste.

Cerca de 300.000 ucranianos emigraram para o Canadá. Alguns se encontram nos centros industriais e de mineração do Leste e da Columbia Britânica. A grande maioria contudo localizou-se nos campos de três províncias canadenses: Manitoba, Saskatchewan e Alberta.

Há duas correntes de maior imigração na América do Sul – uma no Brasil e outra na Argentina. O número de ucranianos que se estabeleceram no Brasil é calculado em mais de 50.000 e na Argentina em mais de 40.000.

Após a Primeira Guerra Mundial por razões políticas sobretudo deu-se um novo êxodo para o ocidente : Tchecoslováquia, França, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Durante a Segunda Guerra Mundial, algumas centenas de milhares de ucranianos não desejando submeter-se ao domínio russo-comunista abandonaram sua terra, passando a ser, desde então, considerados como “deslocados de guerra”. Cerca de duzentos mil ucranianos – operários, prisioneiros de guerra, refugiados políticos – fugiram para a zona ocidental da Europa. Muitos, porém, em decorrência do Tratado de Yalta, foram repatriados à força pelos aliados ocidentais. Somente em fins de 1945 foi abolida a cláusula de repatriação obrigatória dos refugiados. A UNRRA (United Nations Relief an Repatriation Administration) e a IRO (International Refugee Organization) ambos organismos da ONU providenciaram auxílio aos refugiados e encaminharam-nos a vários países da Europa Ocidental, aos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai e também para a Austrália e Nova Zelândia.

A emigração para o Brasil, em grupos mais numerosos, iniciou-se em fins do século XIX (1895). Os imigrantes ucranianos localizaram-se principalmente no estado do Paraná e também nos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mais tarde uma corrente apreciável localizou-se no estado de São Paulo:

A Argentina recebeu em torno de 40.000 imigrantes ucranianos:

O Brasil recebeu em torno de 50.000 imigrantes ucranianos:

Os Estados Unidos receberam em torno de 500.000 imigrantes ucranianos e o Canadá recebeu em torno de 300.000 imigrantes ucranianos:

De dois a três milhões de ucranianos foram deslocados para a Costa do Oceano Pacífico da Rússia na construção de ferrovia “Transiberiana”:

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