» A Imigração Ucraniana no Brasil

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Proto-Presbítero Nicolas Milus*

Foi nos primórdios do regime republicano brasileiro que se intensificou a imigração no Brasil. Um decreto do Governo Provisório, baixado em junho de 1890, que vigorou por quatro anos, regulava a entrada dos migrantes, concedendo-lhes passagem gratuita com subvenções conseqüentes às companhias marítimas para o seu transporte, distribuindo aos recém chegados lotes de terras nas colônias estabelecidas pelo Governo Federal, de acordo com as administrações estaduais.

Assim se deu em 1872 a imigração dos ucranianos, de acordo com o testemunho do Pe. Rafael Krynitzkyi, um dos primeiros missionários basilianos ucranianos no Brasil. Entre estes imigrantes, havia uma família da Ucrânia Ocidental (Galícia), município de Zólotchiv, encabeçada por Nicolau Morosovytch, que veio para trabalhar nas fazendas de café do Estado de São Paulo. O Pe. Rafael encontrou –se com ele em 1914, já velhinho em São Paulo. (Pe. V.N. Bureko) pg. 47.)

Os primeiros ucranianos a chegarem em grupo ao Brasil, no entanto, foram oito famílias da Galícia Oriental que chegaram em 1891 e fundando a colônia Santa Bárbara, próximo de Palmeira, situada entre as cidades de Curitiba e Ponta Grossa, – PR. (RCBU, Estética Gráphica, Curitiba, 1991). As maiores levas, no entanto, ocorreu sem dúvida em 1895, 1896 e 1897, quando desembarcaram em terras brasileiras cerca de 20.000 imigrantes. Só em 1895, desembarcaram nos portos de Paranaguá e Santos, vindos da Galícia, cerca de 5.500 ucranianos, seguindo daí para os arredores de Curitiba. (Prof. O Buruszenko). Dos que chegaram em 1896, 1500 famílias, ou seja, aproximadamente 8.000 pessoas se dirigiram a Prudentópolis e seus arredores; 800 famílias estabeleceram-se nos arredores de Marechal Mallet e Dorizon; 2.000 imigrantes fixaram-se na colônia de Água Amarela (hoje Antônio Olinto); 80 famílias em Jangada (União da Vitória); 200 famílias procuraram Iracema, região que mais tarde seria anexada ao Estado de Santa Catarina, fundando núcleos coloniais que até hoje subsistem. (Pe. V.N. Burko – pág. 49) Nos anos subseqüentes, 1897-1899, desembarcaram no Paraná mais 300 famílias ucranianas que posteriormente se fixariam nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. (Pe. V.N. Burko – pág 49)

Assim, já no início deste século, os ucraniano somavam Paraná cerca de 24.000 imigrantes, sem levar em conta um grande número dos que foram vítimas de epidemias ou pereceram de outros infortúnios. (Prof. O. Boruszenko)

De 1901 a 1907 a imigração ucraniana reduziu seu ritmo. Nestes anos, a média de pessoas que entravam no país, provenientes da Ucrânia, era de 700 a 1.000 por ano. O Estado preferido era ainda o Paraná. Alguns, no entanto, procuraram os Estados vizinhos.

Mais uma onda de imigração em massa deu-se a partir de 1908 até 1914, constituída na sua maioria de povos oriundos da Galícia, motivados pela campanha brasileira que requisitava mão de obra para a construção da Estrada da Ferro São Paulo-Rio Grande do Sul. Vendo nisto uma oportunidade de trabalho, milhares de ucranianos deixaram seu país vindo buscar aqui no Brasil melhores condições de vida e, se possível, terras baratas. Novos núcleos coloniais eram assim formados nos Estados do Paraná e Santa Catarina, bem como no Rio Grande do Sul, tais como: Guarani, Campinas, Ijuí, Jaguari, Erechim. De um total de vinte mil imigrantes chegados entre 1908-1914, sabe-se que 18.500 fixaram residência nos estados do Paraná e Santa Catarina, e os demais foram para o Rio Grande do sul e outros Estados. E assim, a imigração ucraniana no Brasil até 1914, totalizava cerca de 45.000 pessoas.

Após a I Guerra Mundial a imigração voltava a arrefecer-se. Desta vez o declínio era motivado também por razões políticas. De qualquer modo, o número dos que haviam chegado ao Brasil até a II Guerra Mundial não ultrapassou a cifra de 9.000 pessoas. Em seguida a esta guerra, ou seja, a partir dos meados de 1947 até 1951, mais de 7 mil imigrantes ucranianos foram registrados em nossos portos, […] a maioria, desta vez, dirigia-se para São Paulo, não faltando entretanto os que continuavam preferindo o Paraná ou Rio Grande do Sul. Grupos menores também se estabeleciam nos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. (Pe. V.N. Burko – pág 49-50)

Os Ucranianos Ortodoxos

Os ucranianos que chegaram ao Brasil pertenciam ao mesmo rito bizantino (também denominado grego, oriental ou ruteno), mas estavam divididos pelas jurisdições: os Greco-católicos (ortodoxos que se uniram a Roma em 1596, sob o reinado de Segismundo III da Polônia, na cidade de Brest Litovsk, – uniatas) que representavam a grande maioria e uma minoria de ortodoxos da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana, sob a autoridade do Patriarca Ecumênico em Constantinopla (atual Istambul, na Turquia).

O celibato na igreja ortodoxa não é obrigatório. O candidato ao sacerdócio, antes de receber as sagradas Ordens, pode optar entre a vida celibatária ou se vai constituir sua família. Assim, é normal entre os ortodoxos que a maioria dos padres seja de homens casados. Já entre os latinos o celibato é condição para o sacerdócio. No Brasil, esta diferença provocou muitas contendas e transtornos entre católicos ucranianos e latinos. O mesmo acontecendo entre os ucranianos católicos e ortodoxos. Esclarecido assim este aspecto, será mais fácil agora compreender o problema da formação da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana no Brasil.

Inicialmente os ucranianos ortodoxos eram atendidos pelos padres da Igreja Greco-católica Ucraniana: Pe. Nikon Rozdolskyi (viúvo), que morreu no ano de 1906 e Pe. Paulo Petrytskyi (casado), que morreu dia 15 de fevereiro de 1932. No entanto, os ucranianos ortodoxos começaram a chegar em maior número ao Brasil somente após a I Guerra Mundial, com a proclamação da independência da Ucrânia, a 22 de janeiro de 1918, e sua posterior ocupação por exércitos estrangeiros.

Os primeiros núcleos de Ortodoxos Ucranianos no Paraná se instalaram em Dorizon, Antônio Olinto, Cruz Machado, Marco Cinco, Gonçalves Júnior, São Roque, Curitiba, Piraquara, Guajuvira, Iapó (Castro), Joaquim Távora, Nova Ucrânia e Maringá, e após a II Guerra Mundial também em Ponta Grossa e Palmital no estado do Paraná.

  • No estado de Santa Catarina: nas colônias Iracema e Jangada do Sul, e na cidade de Porto União e suas adjacências;
  • No estado do Rio Grande de Sul: nas adjacências de Santa Rosa, Santo Ângelo e Porto Alegre e, após a II Guerra Mundial em Canoas;
  • No estado de São Paulo: na colônia Ucraniana em Rancharia, cujos integrantes, no entanto, migraram para o Paraná em 1936, onde fundaram a colônia Nova Ucrânia (município de Apucarana).

Após a II Guerra Mundial surgiram as Comunidades Ortodoxas de Osasco e São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

O primeiro grupo organizado de ucranianos ortodoxos que chegou ao Brasil tinha como principal líder Valentin Kuts (Smolá).

Os Primeiros Sacerdotes Ortodoxos Ucranianos no Brasil

Como já vimos, os ortodoxos ucranianos eram atendidos inicialmente pelo clero ucraíno-católico (rito bizantino). A paróquia São Miguel Arcanjo, na Serra do Tigre, por exemplo, era atendida pelos padres Nikon Rozdolskyj e Paulo Petrytskyj, que lá permaneceram enquanto viveram.

Após a I Guerra Mundial, por volta de 1926, chegou ao Brasil o primeiro sacerdote ortodoxo ucraniano, Pe. Nicolau Ziombra, casado e, portanto, fazendo-se acompanhar de sua esposa, a Pani-matka Zenaide que lhe auxiliava na catequese às crianças. Começou então a cuidar da Paróquia da Serra do Tigre e das das comunidades nas colônias de Jangada do Sul, Antônio Olinto, Cruz Machado, Joaquim Távora e Iapó, onde veio a falecer em 1942.

No ano de 1931 chegou ao Brasil, vindo da China, o Pe. Leôntio Struk, estabelecendo-se inicialmente em São Paulo. Mais tarde mudou-se com sua família para a colônia Marco Cinco, passando a atender também a colônia Jangada do Sul até a ano de 1936. De 1936 a 1939 foi pároco da paróquia Espírito Santo na colônia Jangada do Sul, atendendo também as comunidades de Santa Rosa, Santo Ângelo e Porto Alegre no Rio Grande do Sul; Cruz Machado e Serra do Tigre no Paraná; e Iracema no norte de Santa Catarina. Em 1939 mudou-se para a colônia Gonçalves Júnior (município de Irati). De 1939 até a sua morte em 1942, atendeu as colônias Gonçalves júnior, São Roque, Joaquim Távora, Rancharia (SP) Nova Ucrânia e Apucarana.

Ainda em 1942, chega ao Brasil, enviado por sua Eminência Ioan Teodorovitch, metropolita da Igreja Ortodoxa Ucraniana dos Estados Unidos, o Pe. Gregório Onysczenko, estabelecendo-se na colônia de Iracema. Este missionário fundou, na colônia Iracema, a primeira paróquia oficial da Igreja Ortodoxa Ucraniana dedicada a São Valdomiro Magno. De 1930 a 1942 fundou e administrou as paróquias de Curitiba, Guajuvira, Iapó, rancharia, Nova Ucrânia e Apucarana. Por motivos ignorados, deixou em 1942 a Igreja Ortodoxa Ucraniana, vindo a falecer logo a seguir.

No ano de 1931, a pedido dos colonos de Gonçalves Júnior, foi enviado ao Brasil, pelo Metropolita Teodorovitch, o Protoieréi (Arcipreste) Dmytró Sidckyj. Este missionário fundou oficialmente a Paróquia de São Pedro e São Paulo, em Gonçalves Júnior e a Paróquia de São Roque no município de Ivaí. Desde sua chegada até o ano de 1939 atendia as colônias Gonçalves Júnior, Joaquim Távora entre outras. Em 1939 transferiu-se para a colônia Iracema falecendo em 1945. Seus restos mortais permanecem lá até os dias de hoje, naquele município catarinense.

No período entre 1930 e 1938, sob a administração do Proto-Presbítero Dmytró Sidleckyj, auxiliado pelos padres Nicolau Ziombra, Leôntio Struk e Gregório Onyszenko, foram fundadas 20 paróquias e missões da Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil, nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Com o falecimento dos padres Nicolau Ziombra, Leôntio Struk e Dmytró Sidleckyj, e afastamento do Pe. Gregório Onyszczenko, a Igreja Ortodoxa ficou enfraquecida, a ponto de serem todas as paróquias e missões, de 1942 a 1947, atendidas por um único sacerdote, o Pe. Basílio Postolan. Este sacerdote, ordenado em 1941, no Uruguai, pelo Arcebispo Dom Nicolau (Solovei) faleceu em 1986, sendo sepultado em Gonçalves Júnior, onde permanecem seus restos mortais.

Após a II Guerra Mundial, chegam ao Brasil os ucranianos da 3ª fase da imigração e, entre eles, vários sacerdotes como o Protoieréi Pedro Dobrianskyj, Pe. Alexander Butkiw, Pe. Alipij Nesvydiw, Pe. André Lysenko e Pe. Paulo Bahniwskyj, que passaram a atender os ucranianos ortodoxos e a criar novas paróquias.

Em 1951,  o segundo administrador foi enviado ao Brasil, pelo Metropolita Ioan Teodorovitch, o Proto-Présbitero Filimón Kulczynsky. Este, juntamente com os sacerdotes recém-chegados, reorganizou a vida das paróquias existentes, além de fundar outras novas paróquias. Teve início neste período, entre outras coisas,  a publicação de “Seara Ortodoxa”, jornal que divulgava a fé ortodoxa; a restauração dos os coros das paróquias; e uma preparação mais sistemática dos candidatos vida sacerdotal.

Em 1954, com a visita oficial do Metropolita Ioan ao Brasil, foram ordenados os padres Mychajlo Kudanovytch, Volodymyr Schpak e Petró Mantchenko, sendo, nesta oportunidade, convocado o I Concílio da Igreja Ortodoxa Ucranianano qual foi instituída a Administração Geral da Igreja. A partir de então teve início a segunda etapa do desenvolvimento da Igreja no Brasil.

Após a visita do Metropolita Ioan foram ainda ordenados em São Paulo por Dom Ignatios Ferzli, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina na América do Sul, os novos padres Fedir Kowalenko, Nicolau Schtscherbak, Iván Skrypnvk, Wasyl Petruk e Michail Dembickyj.

No final de 1960, porém, teve início um forte movimento de re-emigração dos ucranianos ortodoxos para os Estados Unidos da América do Norte e, com os que deixaram o Brasil, partiram também os padres Olexander Butkiw, Paulo Bahniwskyj, Michailo Kudanovytch, Fedir Kovalenko e Prot. Filimón Kulczynsj. Como conseqüência desta perda, a Igreja no Brasil se viu novamente enfraquecida.

Em 1970, foi enviado pelo Metropolita Ioan o Bispo Dom Iov (Skakalskyj), que estabeleceu-se em Curitiba. A sua chegada reanimou as Comunidades Ortodoxas Ucranianas do Brasil. Foi criado neste período o Consistório (Administração Eparquial da Igreja) e ordenados os sacerdotes Volodymyr Hay e Petró Bednarskyj. O primeiro foi nomeado para a paróquia São Waldemiro Magno, em São Caetano do Sul e o segundo, para a paróquia São Pedro e São Paulo em Gonçalves Júnior. Dom Iov faleceu em 18/02/1974, e seu corpo trasladado para os Estados Unidos onde foi sepultado.

Em 1975, o Pe. Volodymyr Hay foi consagrado bispo pelo Metropolita Mstyslav, sucessor do falecido Metropolita Ioan. No final do mesmo ano, o novo bispo elevou ao diaconato e posteriormente ao sacerdócio o seminarista Nicolás Milus e vindo da Argentina, e recebeu no seio da Igreja Ortodoxa Ucraniana o Pe. Valdemiro Haraczuk. Em 1976 foi realizado o III Concílio da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana na América Latina, na cidade de Encarnación, Paraguai.

Em 1977,  faleceu Dom Volodymyr Hay, e após seu falecimento o Metropolita Mstyslav nomeou o Pe. Nicolas Milus como o novo Administrador da Igreja no Brasil e, a partir de 1979 de toda a América Latina. Sob a sua administração, no ano de 1983, foi convocado o Congresso das Paróquias Ortodoxas Ucranianas no Brasil e, na condição agora de não mais contar com um bispo local, renovada a Administração Geral da Igreja,.

Em 1985, a Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil foi visitada por Dom Volodymyr Didovytch, quando foi realizado em Curitiba, o IV Concílio Eparquial. No mesmo ano, Eliseu Ferens e Eugênio Berbetz foram enviados ao seminário Santa Sophia, nos Estados unidos.

Em 1986, Pe. Pedro Blachechen foi recebido na Igreja Ortodoxa Ucraniana e começou a atender as Paróquias São Demétrio e São Miguel Arcanjo, em Curitiba, bem como as Paróquias de Jangada do Sul e Vila Zulmira, município de União da Vitória.

No ano de 1989, realizou-se o V Concílio da Igreja Ortodoxa Ucraniana na América Latina na cidade de Encarnación, Paraguai, no qual foi eleito o novo bispo da Eparquia, Dom Paísiy, consagrado mais tarde por Dom Mstyslav. Neste Concílio foi ainda escolhido e formado o novo Consistório. Nessa ocasião, a Argentina, o Paraguai e o Brasil foram visitados por sua Eminência Dom Mstyslav. Mais tarde, por motivos de enfermidade, Dom Paísiy teve que deixar o Brasil voltando para os Estados Unidos. Nesta época, Eliseu (Jeremias) Ferens já havia sido ordenado sacerdote, naquele mesmo ano.

Em 1991 em São Paulo, os seminaristas Eugênio Berbetz e Nicolau Hneda foram ordenados sacerdotes por S. Emncia. Revma. o arcebispo Dom Ignatios Ferzli, metropolita da Igreja Antioquena no Brasil.

E setembro de 1993, realizou-se em Curitiba o VI Concílio da Igreja Ortodoxa Ucraniana na América Latina sob o Patronato do Metropolita Constantinos, sucessor do metropolita Mstyslav, que havia falecido em junho daquele mesmo ano. Participou também deste Concílio o arcebispo Dom Antônio e o bispo Dom Paísiy também dos Estados Unidos. No referido Concílio foi eleito e consagrado bispo da Eparquia o Pe. Jeremias (Eliseu Ferens) com o nome religioso de (Dom) Jeremias tomando posse da cátedra de Curitiba.

Conclusão:

Atualmente, a Eparquia Ortodoxa Ucraniana da América do Sul é constituída de 29 paróquias e um Seminário, distribuídos em 15 cidades no Brasil – (RS/SC/PR/SP/DF), 7 no Paraguai e 4 na Argentina, sem contar as Missões que crescem a cada ano em toda a América do Sul, principalmente  junto à população autóctone desses países.

Em 2002, foi inaugurado em Curitiba, junto à Catedral São Demétrio, o Seminário Santos Cirillo e Metódio, que oferece uma formação regular aos nossos futuros padres, hoje seminaristas, sem ter que, necessariamente, sair do país em busca desta formação.

O Clero Eparquial, sob a direção do Bispo Eparca DOM JEREMIAS, é constituído de 16 sacerdotes e 1 diácono. E, em estágio final de formação são 5 os seminaristas que se preparam para as ordens sacras, entre estes, 3 hipodiáconos.

As Irmandades Femininas, que congregam as mulheres ortodoxas ucranianas em nossas paróquias, estão organizadas em uma Federação, atuando eficazmente na filantropia e apoio às necessidades diversas de nossas comunidades.

A Liga da Juventude Ortodoxa Ucraniana no Brasil é a instituição que reúne os grupos regionais de nossa Juventude Ortodoxa, que atuam permanentemente na promoção de nossos jovens e seu comprometimento na vida de nossas paróquias e Igreja.

Bibliografia:

  • Bíblia de Jerusalém.
  • Crônica dos Tempos Passados – Editora Veselka – Kyiv -1982.
  • Esboço da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Consistório da I.O.A.U., Austrália – 1988.
  • História da Civilização Antiga e Medieval – Nº 3. Universidade de São Paulo – 1942
  • Natália Polonska-Vasylenko: “Alicerces Históricos da I.O.A.U.” Munique -1964.
  • Pe. Valdomiro N. Burko, OSBM: “A Imigração Ucraniana no Brasil” – Curitiba – 1963.
  • Prof. Oksana Boruszenko: “Os Ucranianos”, Curitiba – 1995.
  • Rev. George Fedoriv, Dr. Th.: “História da Igreja na Ucraniana”.Toronto -1967.
*O autor, Padre Nicolas Milus nasceu em Zaporozie, Ucrânia, em 24 de novembro de 1931. Emigrou para o Brasil em 25 de setembro de 1975. Lembra–se de seus pais que se dedicavam à agricultura. A ocupação alemã e, depois, a chegada dos russos, quando a região foi totalmente destruída. A família emigrou para a Argentina em 1949. Tornou–se sacerdote, sendo enviado para a cidade de São Caetano, próximo à capital paulista, em 1975. Assumiu a responsabilidade de administrar a igreja ucraniana no Brasil, Argentina e Paraguai. Fala da comunidade ucraniana na Argentina e no Paraná. Explica a singularidade e a origem da igreja ortodoxa autocéfala, as celebrações da Páscoa e do Natal. Faz uma prece para a comunidade ucraniana, para que não esqueça a cultura, a língua, e as tradições ucranianas.